sábado, 26 de outubro de 2024

Sistema de Comunicação por Troca de Imagens (PECS®)

Realização de 3 workshops sobre a comunicação aumentativa e alternativa a educadoras, assistentes operacionais e pais / encarregados de educação do Jardim de Infância Dr. João dos Santos (4 crianças nao verbais).


Adaptado de: https://pecs-portugal.com/sistema-de-comunicacao-por-troca-de-imagens-pecs/




quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Rotinas do dia - Semana...

Com esta tabela pretende-se trabalhar várias competências, interdisciplinarmente, mas, sobretudo, dar instruções claras aos alunos, especialmente com determinadas condições específicas. de forma a cumprirem um plano, percebendo-o.

Foto do aluno (identificação);
Nome do aluno;
Dia do mês, mês e ano;
n.º da Tarefa e sua imagem, avaliação após a realização;  

PECS - Comunicação Aumentativa e Alternativa

As dez coisas que todas as crianças com autismo gostavam que soubessemos...

Lista de Histórias em SPC (PECS) Compilado por Prof. Nuno Fonseca

 Lista de Histórias em SPC (PECS)

Compilado por Prof. Nuno Fonseca (Educação Especial)


Os óculos da Ana– pdf

Os óculos da Ana

A árvore da escola – pdf (adaptada pela terapeuta Cristina Magano)

Onda – pdf (adaptada pela terapeuta Cristina Magano)

Os músicos de Bremen

Pedro e o Lobo

O Urso Castanho

Todos no sofá-pdf

Todos no sofá-ppsx

O Soldadinho de Chumbo-pdf

O Soldadinho de Chumbo-ppsx

O gato e o rato-pdf

O gato e o rato-ppsx

Os ovos misteriosos -pdf

Os ovos misteriosos-ppsx

Os Primos e a Bruxa Cartuxa-pdf

Os Primos e a Bruxa Cartuxa-ppsx

A lenda das sete cidades-pdf

A lenda das sete cidades-ppsx

As Andanças do Senhor Fortes-pdf

As Andanças do Senhor Fortes-ppsx

A Joaninha Vaidosa-pdf

A Joaninha vaidosa-ppsx

A galinha medrosa-pdf

A galinha medrosa-ppsx

A adivinha do rei-pdf

A adivinha do rei-ppsx

Conhece os teus direitos-pdf

Conhece os teus direitos-ppsx

Contos para rir – Os três desejos-pdf

Contos para rir – Os três desejos-ppsx

O Capuchinho Cinzento-pdf

O Capuchinho Cinzento-ppsx

O livro da avó-pdf

O livro da avó-ppsx

Corre, corre, cabacinha-pdf

Corre corre cabacinha-ppsx

O Macaco do rabo cortado-pdf

O macaco do rabo cortado-ppsx

O meu avô-pdf

O meu avô-ppsx

Segredos – Aquela folha-pdf

Segredos – Aquela Folha-ppsx

Tudo ao contrário – O rapaz magro e a rapariga gorda-pdf

Tudo ao contrário – O rapaz magro e a rapariga gorda-ppsx

Vem aí o Zé das Moscas-pdf

Vem aí o Zé das Moscas-ppsx

A Fada Oriana

A adivinha do rei

A Árvore da escola

A bola e o pássaro

A galinha medrosa

A joaninha vaidosa

A lenda das sete cidades

As andanças do senhor fortes

Chegou o Outono

Conhece os teus direitos

Contos para rir - os três desejos

Corre corre cabacinha

Dez amigos

Ler é divertido

Maria castanha

Meninos de todas as cores

O Tomás está crescido

O capuchinho cinzento

O gato e o rato

O livro da Avó

O macaco do rabo cortado

O meu avô

O pássaro alma

O Soldadinho de chumbo

Onda

Os ovos misteriosos

Os primos e a bruxa cartucha

Quando a mãe grita

Segredos - aquela folha

Somos especiais

Todos no sofá

Tudo ao contrário

Tuti, o peixinho dourado

Um ratinho ao piano

domingo, 20 de outubro de 2024

Apaxia


Apraxia

A apraxia é a incapacidade para realizar tarefas que exijam recordar padrões ou sequências de movimento.

  • Pessoas com apraxia não conseguem se lembrar ou fazer a sequência de movimentos necessários para completar tarefas complexas ou de habilidade simples, apesar de ter a capacidade física para realizar tarefas.
  • Os médicos pedem à pessoa para realizar ou imitar tarefas comuns aprendidas, e testes de função cerebral e exames por imagem podem ser realizados.
  • Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais podem ajudar fazendo com que o ambiente fique mais seguro e fornecendo dispositivos para permitir que as pessoas com apraxia se sintam melhor.

A apraxia é relativamente incomum.

Causas da apraxia

A apraxia é normalmente causada por lesão dos lóbulos parietais ou das vias nervosas que ligam esses lobos às outras partes do cérebro, como os lobos frontais e/ou temporais. Essas áreas armazenam memórias de sequências de movimentos aprendidos. Menos frequentemente, a apraxia resulta de lesão em outras áreas do cérebro.

A lesão pode resultar de um acidente vascular cerebraltumor no cérebrolesão na cabeça ou demência.

Sinais e sintomas da apraxia

Pacientes com apraxia não conseguem conceitualizar ou realizar tarefas motoras complexas aprendidas apesar de terem os sistemas motor, sensorial e de coordenação íntegros e serem capazes de realizar todos os componentes de uma sequência de movimentos. Em geral, os pacientes não reconhecem seus deficits.

Os tipos comuns de apraxia podem incluir

  • Apraxia ideacional: os pacientes com apraxia ideacional não conseguem perceber o propósito de uma tarefa complexa previamente aprendida e, assim, não conseguem planejar ou executar os movimentos voluntários necessários na sequência correta. Por exemplo, podem colocar os sapatos antes das meias.
  • Apraxia ideomotora: esse tipo de apraxia é o mais comum. Quando solicitado a realizar tarefas motoras comuns, o paciente com apraxia ideomotora não conseguem realizá-las. Por exemplo, não podem reproduzir ações como dar tchau nem mostrar como utilizar um objeto (p. ex., escova de dentes, martelo).
  • Apraxia conceitual: esse tipo de apraxia é semelhante à ataxia ideomotora, mas inclui comprometimento na capacidade de utilizar objetos corretamente. Por exemplo, ao receber uma chave de fenda, os pacientes podem tentar escrever com ela como se fosse uma caneta.
  • Apraxia construcional: pacientes com apraxia construcional não são capazes de desenhar, construir ou copiar um objeto, mesmo que entendam a tarefa e tenham a capacidade física para realizá-la. Por exemplo, pacientes podem ser incapazes de copiar uma forma geométrica simples, apesar de conseguir ver e reconhecê-la, segurar e utilizar uma caneta e compreender a tarefa.

Diagnóstico de ataxia

       Avaliação médica

       Testes padronizados de função cerebral

       Exames por imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética

Para diagnosticar a apraxia, os médicos pedem que a pessoa faça ou imite tarefas comuns aprendidas, como o uso de uma escova de dentes, tesouras ou uma chave de fenda. Os médicos também fazem um exame físico para determinar se os sintomas são causados ​​por fraqueza muscular ou um problema muscular ou de articulação.

Os membros da família ou cuidadores são questionados sobre o quão bem a pessoa realiza as atividades diárias, como comer com talheres, preparar as refeições e escrever.

Podem ser realizados alguns testes padronizados de funcionamento do cérebro (testes neuropsicológicos). Os testes neuropsicológicos fornecem informações sobre a forma como diferentes áreas do cérebro estão funcionando. Os médicos fazem perguntas destinadas a avaliar a inteligência, a capacidade para resolver problemas e planejar o início de ações (chamado de função executiva), atenção, memória, linguagem, motivação, o humor e emoção, qualidade de vida e personalidade. Os médicos também fazem testes simples e pedem às pessoas para fazer movimentos específicos para avaliar como o cérebro processa o pedido (por exemplo, pedindo-lhes para acenar as mãos ou mostrar como se utiliza um martelo).

São realizados exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) e outros testes para determinar a causa da lesão cerebral.

Tratamento de apraxia

       Tratamento da causa

       Fisioterapia e terapia ocupacional

O problema que causa a apraxia é tratado, se possível. Não existe tratamento específico para apraxia.

A terapia ocupacional ou física pode ajudar em alguns casos de apraxia, mostrando ao indivíduo como aprender a compensar as suas perdas. Mas o principal uso dessas terapias é tornar o ambiente mais seguro e proporcionar dispositivos que auxiliam as pessoas a executarem melhor suas tarefas.

Fonoaudiólogos podem ajudar as pessoas que apresentam apraxia verbal, pedindo a elas que pratiquem fazendo padrões sonoros repetitivos. Se a apraxia verbal for grave, as pessoas podem aprender a usar um quadro de letras ou imagens, ou um dispositivo eletrônico de comunicação com um teclado e tela para visualização de mensagens.

Dicas:

·       Induzir linguagem não verbal (tosse, suspiros, pigarreio);

·       Sussurrar melodias;

·       Associar gestos simbólicos desbloqueadores ao som/ palavra (ex.: associar o gesto de “adeus” à palavra);

·       Produzir o fonema /a/ com variantes e pressionando a laringe. (Se existe articulação)

·       Treinar vogais, ditongos, consoantes e sílabas simples.(Nota – existe um método específico de treino do fonema que inclui o apoio da palavra escrita e, numa fase final, a leitura em voz alta);

·       Completar frases automáticas (ex.: “bebo água pelo ____”);

·       Exercícios de discurso automático (contagem, dias da semana, meses do ano, expressões coloquiais como “bom dia”, poemas ou papéis de teatro, canções).

(Nota – Os exercícios devem ser realizados em frente ao espelho, tendo o terapeuta como modelo).

Caraterísticas

Erros previsíveis (pouco variados):

       Repertório limitado de sons e de expressões;

       Possibilidade do discurso automático também estar perturbado;

       Respostas erradas mas próximas das pretendidas se o estímulo for adequado;

       Maior dificuldade em palavras maiores, desconhecidas ou sem significado e naquelas que apresentam grupos consonânticos;

       Menor dificuldade na produção de vogais, ainda que mesmo a imitação de sons isolados seja incorreta;

       Os fonemas consonânticos /p/, /b/, /m/, /t/, /d/ e /l/ normalmente estão menos afetados que os restantes;

       Mais erros de complicação que de simplificação;


A escrita é geralmente melhor que a fala.

 

(Ritmo, prosódia e fluência)

       Ritmo lento;

       Vogais e consoantes prolongadas;

       Pausas no início do discurso, falsos inícios e várias tentativas para a mesma palavra/ som;

       Alterações da intensidade e altura tonal entre diferentes frases;

       Alterações de prosódia (pronúncia semelhante à de alguém estrangeiro).

Aconselhamento para pais e professores

         Tratar os sentimentos negativos e a reduzida auto-estima;

         Dar tempo de resposta;

         Simplificar as instruções;

         Não pedir repetição de tarefas que envolveram esforço e insucesso (aumentam a frustração);

         Adotar frases simples e uma intensidade vocal normal (não existem problemas de audição);

         Explicar aos colegas de turma a patologia, promover a interajuda e abolir a exclusão e discriminação;

         Em certos tipos de apraxia pode ensinar-se a realizar atividades de forma diferente da habitual, já que as dificuldades de programação são limitadas a movimentos previamente aprendidos (ex.: atar sapatos usando outro método);

Prognóstico de apraxia

Dependendo da causa, algumas pessoas com apraxia continuam a perder a função e se tornam dependentes, necessitando de ajuda nas atividades diárias e alguma supervisão. No entanto, se a apraxia resultar de um acidente vascular cerebral, as pessoas podem não continuar a perder a função e podem até mesmo melhorar um pouco, sobretudo se fizerem reabilitação intensiva, que inclui terapia ocupacional.

Entender o que é o Autismo

 Entender o que é o Autismo

 

Antes de discutirmos estratégias específicas, é importante que educadores e funcionários da escola tenham uma compreensão básica do autismo. O autismo é um distúrbio neurológico que afeta a maneira como uma pessoa se comunica, interage socialmente e processa informações sensoriais. Isso pode afetar a maneira como um estudante autista responde a estímulos no ambiente escolar e pode levar a comportamentos desafiadores ou atrasos no desenvolvimento.

 

  1. Conheça as necessidades individuais do aluno autista: Cada estudante autista é único e tem necessidades diferentes. É importante que os educadores conheçam as necessidades específicas do aluno, incluindo suas preferências sensoriais, estilo de aprendizagem e habilidades sociais.
  2. Crie um ambiente tranquilo e organizado: Muitos alunos autistas são sensíveis a estímulos sensoriais, como luzes brilhantes, ruídos altos e toques inesperados. É importante criar um ambiente tranquilo e organizado na sala de aula para ajudar a reduzir a ansiedade do aluno. Isso pode incluir a redução de estímulos desnecessários, como sons altos e iluminação brilhante.
  3. Utilize rotinas e horários previsíveis: Alunos autistas, muitas vezes, beneficiam se tiverem rotinas e horários previsíveis. Os educadores podem ajudar fornecendo uma programação diária clara e consistente, que inclua atividades e transições, como mudanças de temática / atividade e intervalos.
  4. Forneça suporte de comunicação: Alunos autistas podem ter dificuldades de comunicação. É importante fornecer apoio de comunicação, como a disponibilização de um cartão de comunicação ou um dispositivo de fala assistida. Além disso, os educadores podem utilizar recursos visuais, como quadros de avisos e calendários para ajudar a melhorar a compreensão do aluno.
  5. Pratique a empatia e a compreensão: É importante lembrar que os alunos autistas muitas vezes enfrentam desafios sociais e emocionais. Os educadores devem ser empáticos e compreensivos, e trabalhar com os estudantes para desenvolver suas habilidades sociais e emocionais.
  6. Ofereça suporte emocional: Os alunos autistas podem ter dificuldade em regular suas emoções e podem precisar de apoio emocional adicional na escola. Os educadores devem estar cientes de sinais de stress ou ansiedade e fornecer suporte emocional quando necessário. Isso pode incluir permitir que o aluno faça uma pausa levando-o para um espaço seguro para o estudante se acalmar ou simplesmente ouvir e validar seus sentimentos.
  7. Trabalhe em estreita colaboração com os pais: Os pais são geralmente os maiores defensores do aluno autista e têm um conhecimento profundo das necessidades de seus filhos. Trabalhar em estreita colaboração com os pais pode ajudar a garantir que o estudante receba o suporte necessário e que todos estejam trabalhando juntos em direção aos mesmos objetivos.
  8. Ofereça oportunidades de interação social: Embora os alunos autistas possam ter dificuldades com interações sociais, é importante fornecer oportunidades para que eles desenvolvam habilidades sociais e façam amizades. Isso pode incluir atividades estruturadas, como grupos de jogos ou atividades de grupo, ou oportunidades para trabalhar em projetos em equipe.

Em resumo, lidar com alunos autistas pode ser um desafio, mas com as estratégias corretas, é possível criar um ambiente de aprendizagem positivo e inclusivo para todos os alunos. Os educadores devem trabalhar em estreita colaboração com os pais, conhecer as necessidades individuais do estudante para criar um ambiente propicio para o desenvolvimento intelectual, social e emocional do aluno autista.

 

Como acalmar uma criança com Autismo e comportamentos de crise

 

Está à procura de dicas e ferramentas para ajudar a acalmar uma criança com autismo em casa, na escola ou na terapia?

Ao longo do artigo vamos tentar indicar as melhores estratégias para evitar a ocorrência de momentos de crise, gerir a sua duração e intensidade, bem como ferramentas e atividades para trazer crianças (e adultos) de volta a um estado tranquilo quando grandes emoções surgem.


O que é uma crise?

Na sua maioria, senão todos os pais de crianças com 2 anos ou mais já vivenciaram uma birra do seu filho em algum momento, mas existem diferenças entre uma birra e um colapso/crise no autismo. Superficialmente parecem muito semelhantes, mas enquanto as birras costumam ser comportamentos direcionados a um objetivo, alimentados pelo público, as crises geralmente ocorrem em resposta a sentimentos de sobrecarga e acontecem com ou sem espetadores.

As birras costumam ser uma estratégia de manipulação usado por crianças pequenas para tentar obter o que desejam. As crises no autismo, por outro lado, podem acontecer em qualquer idade, são mais intensas e emocionais e costumam durar muito mais tempo.

Um colapso normalmente começa com sinais de alerta que são caracterizados por um acumular de emoções que causam gritos, instabilidade, movimentos corporais repetitivos, e outros comportamentos que indicam que a pessoa está prestes a perder o controlo e, se não for redirecionada atempadamente, pode levar momentos de fúria extrema.

Gerir colapsos no autismo pode ser extremamente difícil. Ao contrário das birras, as crises não podem ser atenuadas por meio de recompensas e subornos, pois o objetivo do colapso não é obter algo. Não há objetivo final, a não ser ter controlo sobre uma situação de sobrecarga, e é preciso tempo para que os pais e os cuidadores descubram como acalmar uma criança com autismo e de como evitar que tais comportamentos ocorram.

 

Estratégia 1

Embora as alterações súbitas de humor possam aparentemente surgir do nada, as crises no autismo normalmente seguem um fluxo previsível – gatilho (momento inicial), fúria e recuperação – e há certas estratégias que os cuidadores podem aplicar para evitar que eles ocorram e diminuir a intensidade dos colapsos quando eles acontecem.

Use um quadro ABC.

Primeiro deve realizar uma análise do comportamento da criança ao longo de algum tempo através de um Antecedent-Behavior-Consequence Chart – (Quadro de – antecedente, comportamento, consequência). É simples de criar e usar e pode ser muito eficaz para determinar a causa de comportamentos desafiadores. Cada vez que a criança tem uma crise, reserve alguns minutos, quando for conveniente, para anotar o ABC desse evento específico e os comportamentos que ocorreram:


  • Antecedente: os eventos que ocorreram antes da crise acontecer;
  • Comportamento: a resposta da criança ao antecedente;
  • Consequência: o que aconteceu após o comportamento para encorajar/impedir a repetição da situação;

A ideia é sinalizar o comportamento – neste caso, a crise – várias vezes para determinar se há alguma consistência (padrões semelhantes) e, de seguida, formular um plano para alterar o antecedente e/ou consequência para garantir que as crises diminuam.

 

Estratégia 2

Formular um plano de ação.

Embora possa ser tentador evitar todas as situações que desencadeiam uma crise no autismo, o comportamento de evitamento é uma solução de curto prazo com repercussões a longo prazo, portanto seja cauteloso na sua aplicação repetida.

O objetivo final dos cuidadores é ajudar as crianças a tornarem-se independentes. Assim, quando estiver definido o que desencadeia a crise na criança, é o momento de fazer uma pausa, reunir a família/equipa terapêutica e educativa, escrever e encontrar estratégias de coping

(alternativas para enfrentar a situação) que a criança pode usar quando se depara com momentos que considera de sobrecarga.


Estratégia 3

Reconhecer os sinais de alerta. A fase de gatilho de uma crise no autismo, na maioria das vezes é tão evidente que os pais e cuidadores conseguem detetar os sinais de alerta com antecedência. A criança pode ficar tensa ou retrair-se, ou pode apresentar sinais mais externos, como instabilidade, movimentos corporais ou falar baixinho.

Seja qual for o antecessor, a intervenção antecipada é a chave para gerir as crises, então preste atenção e aja rapidamente!

Redirecione e distraia. Assim que for capaz de reconhecer os sinais de alerta de uma crise iminente, redirecione e distraia a criança da melhor maneira possível para evitar que suas emoções aumentem.

Fique calmo. Sabemos que parece uma estratégia óbvia demais, mas quando se trata de descobrir como acalmar uma criança com autismo, nunca subestime o poder das suas próprias palavras, ações e pistas não-verbais. Dê o exemplo respirando fundo, evite movimentos repentinos e fale com voz baixa para ajudar a incutir uma sensação de calma em todos.


Estratégia 4

Mude o ambiente. Sempre que possível, retire o indivíduo da situação e leve-o para um local tranquilo para se acalmar. Considere criar uma sala sensorial ou um canto em casa com ferramentas calmantes à mão e mantenha sempre alguns desses objetos no carro ou na carteira para estar preparado e pronto para intervir quando necessário (os objetos variam de criança para criança e podem alternar entre um simples spinner ou um trampolim. É importante avaliar o que resulta para cada um).

Permitir comportamentos de autoestimulação (se seguros). Embora os cuidadores frequentemente tentem desencorajar estes comportamentos em público (movimentos ou sons repetitivos, diferentes de criança para criança), há que entender que, por vezes, esses comportamentos ajudam a criança a autorregular-se e não devem ser intercetados durante uma crise, a menos que a criança ou os outros corram riscos físicos.


Estratégia 5

Seja consistente e siga um cronograma: uma rotina regular com consistência em todos os aspetos tende a melhorar significativamente o desenvolvimento de uma criança com autismo. Embora manter esse padrão diariamente seja impossível, pois fomentar a flexibilidade também é positivo, é importante manter uma programação previsível do dia-a-dia da criança.

Recrute a família/equipa terapêutica e educativa para garantir um trabalho conjunto, quando ocorrerem eventos que atrapalhem a rotina (ou seja, pandemia, viagens, férias escolares, etc.), avise a criança com a maior antecedência possível.

 

Estratégia 6

Use recursos visuais.

Criados com imagens, ícones, palavras, etc., as programações visuais são uma representação visual de uma sequência de eventos. A maioria das salas de aula usa um cronograma básico que descreve as diferentes atividades das quais os alunos irão participar ao longo do dia, mas algumas crianças beneficiam de um painel mais detalhado do que vai acontecer exatamente num determinado momento do dia a seguir a determinada ação.

Isso irá ajudar a que a criança saiba o que se espera dela e capacita-a para que se possa organizar com antecedência, permitindo-lhe manter maior controlo sobre suas emoções.

 

Estratégia 7

Avise antes das transições.

Dar avisos antes das transições é outra ótima estratégia para prevenir as crises. E é especialmente importante quando a criança terá de transitar de uma atividade preferida para algo que considera menos interessante. Quando possível, o trabalho para a aquisição de competências temporais – conhecimento do relógio, cronómetro, dias da semana, etc. são ótimas ferramentas para usar, pois mostra visualmente à criança a passagem do tempo. Fornecer um aviso de 10, 5 e 3 minutos também pode ajudar a tornar as transições mais fáceis.


Estratégia 8

Controlar as sensibilidades sensoriais.

Enquanto algumas crianças com autismo possuem características de falta de sensibilidade aos estímulos ambientais, outras podem ser extremamente sensíveis estímulos como ruídos, luzes fortes, temperatura, sabores e texturas, o que pode sobrecarregar a vida quotidiana e resultar em mais crises.

No dia-a-dia da nossa prática clínica trabalhamos lado a lado com cuidadores e educadores criando estratégias especificas para a cada criança, incluindo dicas práticas para ajudá-los nos desafios diários, como escovar os dentes, tomar banho e usar a sanita. Também criamos atividades sensoriais reguladoras que podem ser implementadas em casa para ajudar a trabalhar e diminuir a ansiedade em torno das necessidades sensoriais individuais de cada criança.

 

Estratégia 9

Criar um ritual calmante. 

Quando as crianças com autismo se sentem sobrecarregadas, pode ser difícil encontrar estratégias para se autorregularem. E as reações emocionais que exibem nada mais são do que uma tentativa de controlo. Quando possível, o trabalho para a aquisição de técnicas calmantes pode ajudá-los a sentirem-se menos desamparados quando suas emoções saem do seu controlo. Seguem-se alguns exemplos:

  • Soprar bolhas (respiração consciente): A respiração consciente é uma estratégia calmante muito eficaz, mas pode ser difícil de ensinar a crianças pequenas, e mesmo aqueles que têm experiência com a técnica podem ter dificuldades em momentos de crise. Uma maneira simples de incentivar a respiração profunda para ajudar a criança a voltar a um estado tranquilo é soprar bolhas juntos. Isto irá forçar a criança a respirar profundamente e naturalmente para se acalmar, e as bolhas servirão como uma fabulosa distração secundária;
  • Usar um baloiço: Os baloiços são uma ótima maneira de incutir uma sensação de calma em crianças que têm dificuldade em ficar sentadas quietas, ao mesmo tempo que ajudam a melhorar a sua consciência corporal e trazê-los de volta à tranquilidade. Muitas crianças referem-se a essas oscilações como ‘ninhos’ ou ‘casulos’, existindo geralmente um bom feedback na capacidade de acalmar as crises. Na falta de condições para usar um baloiço bastam duas pessoas e um lençol resistente para criar o movimento de baloiçar;
  • Plasticina e massas de moldar: usadas como uma ferramenta sensorial, são algo prático para incluir no kit de calma da criança, criando uma distração rápida e calmante quando as emoções estão em sobrecarga. Amassar, moldar, alongar e criar com plasticina pode ser extremamente relaxante e calmante, e é uma opção simples e portátil.

Autismo: 14 dicas para professores adaptarem suas aulas

https://www.autismoemdia.com.br/blog/autista-na-escola/

1. Muitos autistas pensam visualmente;

2. Evite instruções verbais muito longas;

3. Trabalhe as habilidades da criança como uma forma de prepará-la para o futuro;

4. As mesmas habilidades podem servir para as outras disciplinas;

5. Escrever pode ser o terror do autista na escola;

6. Alguns autistas têm ecolalia;

7. Preste atenção em como o aluno autista reage aos sons;

8. O mesmo vale para as luzes;

9. Como ajustar a hiperatividade;

10. A recepção mono-canal;

11. Alguns autistas não são verbais;

12. Quando o ensino envolver o computador, a tela pode fazer a diferença;

13. Até o papel pode fazer diferença para o autista na escola;

14. Cuidado com a generalização;

 

Não sabe por onde começar ou o que irá funcionar? É norma… empatia, conhecimento, vai ajudar!

 

Adaptado de:

https://cermudanca.com/como-acalmar-crianca-com-autismo-e-comportamentos-de-crise/

https://colegioflamboyants.com.br/dicas-sobre-como-lidar-com-estudantes-autistas-na-escola/

https://www.autismoemdia.com.br/blog/autista-na-escola/

Estereotipias...