sábado, 26 de outubro de 2024
Sistema de Comunicação por Troca de Imagens (PECS®)
sexta-feira, 25 de outubro de 2024
quinta-feira, 24 de outubro de 2024
Rotinas do dia - Semana...
Lista de Histórias em SPC (PECS) Compilado por Prof. Nuno Fonseca
Lista de Histórias em SPC (PECS)
Compilado por Prof. Nuno Fonseca (Educação Especial)
Os óculos da Ana– pdf
A
árvore da escola – pdf (adaptada
pela terapeuta Cristina Magano)
Onda –
pdf (adaptada pela terapeuta Cristina Magano)
Todos no sofá-pdf
Todos no sofá-ppsx
O gato e o rato-pdf
O gato e o rato-ppsx
Os ovos misteriosos -pdf
Os ovos misteriosos-ppsx
Os Primos e a Bruxa Cartuxa-pdf
Os Primos e a Bruxa Cartuxa-ppsx
As Andanças do Senhor Fortes-pdf
As Andanças do Senhor Fortes-ppsx
A Joaninha vaidosa-ppsx
A galinha medrosa-ppsx
A adivinha do rei-ppsx
Contos para rir – Os três desejos-pdf
Contos para rir – Os três desejos-ppsx
O livro da avó-pdf
O livro da avó-ppsx
O meu avô-pdf
O meu avô-ppsx
Tudo ao contrário – O rapaz magro e a rapariga gorda-pdf
Tudo ao contrário – O rapaz magro e a rapariga gorda-ppsx
quarta-feira, 23 de outubro de 2024
segunda-feira, 21 de outubro de 2024
domingo, 20 de outubro de 2024
Apaxia
Apraxia
A apraxia é a incapacidade para realizar tarefas que
exijam recordar padrões ou sequências de movimento.
- Pessoas com apraxia não conseguem se lembrar ou
fazer a sequência de movimentos necessários para completar tarefas
complexas ou de habilidade simples, apesar de ter a capacidade física para
realizar tarefas.
- Os médicos pedem à pessoa para realizar ou imitar
tarefas comuns aprendidas, e testes de função cerebral e exames por imagem
podem ser realizados.
- Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais podem
ajudar fazendo com que o ambiente fique mais seguro e fornecendo
dispositivos para permitir que as pessoas com apraxia se sintam melhor.
A apraxia é relativamente incomum.
Causas da apraxia
A apraxia é normalmente causada por lesão dos lóbulos
parietais ou das vias nervosas que ligam esses lobos às outras partes do
cérebro, como os lobos frontais e/ou temporais. Essas áreas armazenam memórias
de sequências de movimentos aprendidos. Menos frequentemente, a apraxia resulta
de lesão em outras áreas do cérebro.
A lesão pode resultar de um acidente
vascular cerebral, tumor
no cérebro, lesão
na cabeça ou demência.
Sinais e sintomas
da apraxia
Pacientes com apraxia não conseguem conceitualizar ou
realizar tarefas motoras complexas aprendidas apesar de terem os sistemas
motor, sensorial e de coordenação íntegros e serem capazes de realizar todos os
componentes de uma sequência de movimentos. Em geral, os pacientes não
reconhecem seus deficits.
Os tipos comuns de apraxia podem incluir
- Apraxia ideacional: os pacientes com apraxia ideacional não
conseguem perceber o propósito de uma tarefa complexa previamente
aprendida e, assim, não conseguem planejar ou executar os movimentos
voluntários necessários na sequência correta. Por exemplo, podem colocar os
sapatos antes das meias.
- Apraxia ideomotora: esse tipo de apraxia é o mais comum. Quando
solicitado a realizar tarefas motoras comuns, o paciente com apraxia
ideomotora não conseguem realizá-las. Por exemplo, não podem reproduzir
ações como dar tchau nem mostrar como utilizar um objeto (p. ex., escova
de dentes, martelo).
- Apraxia conceitual: esse tipo de apraxia é semelhante à ataxia
ideomotora, mas inclui comprometimento na capacidade de utilizar objetos
corretamente. Por exemplo, ao receber uma chave de fenda, os pacientes
podem tentar escrever com ela como se fosse uma caneta.
- Apraxia construcional: pacientes com apraxia construcional não são
capazes de desenhar, construir ou copiar um objeto, mesmo que entendam a
tarefa e tenham a capacidade física para realizá-la. Por exemplo,
pacientes podem ser incapazes de copiar uma forma geométrica simples,
apesar de conseguir ver e reconhecê-la, segurar e utilizar uma caneta e
compreender a tarefa.
Diagnóstico de
ataxia
•
Avaliação médica
•
Testes
padronizados de função cerebral
•
Exames por
imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética
Para diagnosticar a apraxia, os médicos pedem que a
pessoa faça ou imite tarefas comuns aprendidas, como o uso de uma escova de
dentes, tesouras ou uma chave de fenda. Os médicos também fazem um exame físico
para determinar se os sintomas são causados por fraqueza muscular ou um
problema muscular ou de articulação.
Os membros da família ou cuidadores são questionados
sobre o quão bem a pessoa realiza as atividades diárias, como comer com
talheres, preparar as refeições e escrever.
Podem ser realizados alguns testes padronizados de
funcionamento do cérebro (testes neuropsicológicos). Os testes
neuropsicológicos fornecem informações sobre a forma como diferentes áreas do
cérebro estão funcionando. Os médicos fazem perguntas destinadas a avaliar a
inteligência, a capacidade para resolver problemas e planejar o início de ações
(chamado de função executiva), atenção, memória, linguagem, motivação, o humor
e emoção, qualidade de vida e personalidade. Os médicos também fazem testes
simples e pedem às pessoas para fazer movimentos específicos para avaliar como
o cérebro processa o pedido (por exemplo, pedindo-lhes para acenar as mãos ou
mostrar como se utiliza um martelo).
São realizados exames de imagem, como tomografia
computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) e outros testes para
determinar a causa da lesão cerebral.
Tratamento de
apraxia
•
Tratamento da
causa
•
Fisioterapia e
terapia ocupacional
O problema que causa a apraxia é tratado, se possível.
Não existe tratamento específico para apraxia.
A terapia ocupacional ou física pode ajudar em alguns
casos de apraxia, mostrando ao indivíduo como aprender a compensar as suas
perdas. Mas o principal uso dessas terapias é tornar o ambiente mais seguro e
proporcionar dispositivos que auxiliam as pessoas a executarem melhor suas
tarefas.
Fonoaudiólogos podem
ajudar as pessoas que apresentam apraxia verbal, pedindo a elas que pratiquem
fazendo padrões sonoros repetitivos. Se a apraxia verbal for grave, as pessoas
podem aprender a usar um quadro de letras ou imagens, ou um dispositivo
eletrônico de comunicação com um teclado e tela para visualização de mensagens.
Dicas:
· Induzir linguagem não verbal (tosse, suspiros,
pigarreio);
· Sussurrar melodias;
· Associar gestos simbólicos desbloqueadores ao som/
palavra (ex.: associar o gesto de “adeus” à palavra);
· Produzir o fonema /a/ com variantes e pressionando a
laringe. (Se existe articulação)
· Treinar vogais, ditongos, consoantes e sílabas
simples.(Nota – existe um método específico de treino do fonema que inclui o
apoio da palavra escrita e, numa fase final, a leitura em voz alta);
· Completar frases automáticas (ex.: “bebo água pelo
____”);
· Exercícios de discurso automático (contagem, dias da
semana, meses do ano, expressões coloquiais como “bom dia”, poemas ou papéis de
teatro, canções).
(Nota – Os exercícios devem ser realizados em frente ao espelho, tendo
o terapeuta como modelo).
Caraterísticas
Erros previsíveis (pouco variados):
•
Repertório
limitado de sons e de expressões;
•
Possibilidade do
discurso automático também estar perturbado;
•
Respostas erradas
mas próximas das pretendidas se o estímulo for adequado;
•
Maior dificuldade
em palavras maiores, desconhecidas ou sem significado e naquelas que apresentam
grupos consonânticos;
•
Menor dificuldade
na produção de vogais, ainda que mesmo a imitação de sons isolados seja
incorreta;
•
Os fonemas
consonânticos /p/, /b/, /m/, /t/, /d/ e /l/ normalmente estão menos afetados
que os restantes;
•
Mais erros de
complicação que de simplificação;
A escrita é geralmente melhor que a fala.
(Ritmo, prosódia e fluência)
•
Ritmo lento;
•
Vogais e
consoantes prolongadas;
•
Pausas no início
do discurso, falsos inícios e várias tentativas para a mesma palavra/ som;
•
Alterações da
intensidade e altura tonal entre diferentes frases;
•
Alterações de
prosódia (pronúncia semelhante à de alguém estrangeiro).
Aconselhamento
para pais e professores
•
Tratar os
sentimentos negativos e a reduzida auto-estima;
•
Dar tempo de
resposta;
•
Simplificar as
instruções;
•
Não pedir
repetição de tarefas que envolveram esforço e insucesso (aumentam a
frustração);
•
Adotar frases
simples e uma intensidade vocal normal (não existem problemas de audição);
•
Explicar aos
colegas de turma a patologia, promover a interajuda e abolir a exclusão e
discriminação;
•
Em certos tipos
de apraxia pode ensinar-se a realizar atividades de forma diferente da
habitual, já que as dificuldades de programação são limitadas a movimentos
previamente aprendidos (ex.: atar sapatos usando outro método);
Prognóstico de
apraxia
Dependendo da causa, algumas pessoas com apraxia
continuam a perder a função e se tornam dependentes, necessitando de ajuda nas
atividades diárias e alguma supervisão. No entanto, se a apraxia resultar de um
acidente vascular cerebral, as pessoas podem não continuar a perder a função e
podem até mesmo melhorar um pouco, sobretudo se fizerem reabilitação intensiva,
que inclui terapia ocupacional.
Entender o que é o Autismo
Entender o que é o Autismo
Antes de discutirmos estratégias
específicas, é importante que educadores e funcionários da escola tenham uma
compreensão básica do autismo. O autismo é um distúrbio neurológico que afeta a
maneira como uma pessoa se comunica, interage socialmente e processa
informações sensoriais. Isso pode afetar a maneira como um estudante autista
responde a estímulos no ambiente escolar e pode levar a comportamentos
desafiadores ou atrasos no desenvolvimento.
- Conheça as
necessidades individuais do aluno autista: Cada
estudante autista é único e tem necessidades diferentes. É importante que
os educadores conheçam as necessidades específicas do aluno, incluindo
suas preferências sensoriais, estilo de aprendizagem e habilidades
sociais.
- Crie um
ambiente tranquilo e organizado: Muitos alunos autistas são
sensíveis a estímulos sensoriais, como luzes brilhantes, ruídos altos e
toques inesperados. É importante criar um ambiente tranquilo e organizado
na sala de aula para ajudar a reduzir a ansiedade do aluno. Isso pode
incluir a redução de estímulos desnecessários, como sons altos e
iluminação brilhante.
- Utilize
rotinas e horários previsíveis: Alunos autistas, muitas vezes,
beneficiam se tiverem rotinas e horários previsíveis. Os educadores podem
ajudar fornecendo uma programação diária clara e consistente, que inclua
atividades e transições, como mudanças de temática / atividade e
intervalos.
- Forneça
suporte de comunicação: Alunos autistas podem ter dificuldades de
comunicação. É importante fornecer apoio de comunicação, como a
disponibilização de um cartão de comunicação ou um dispositivo de fala assistida.
Além disso, os educadores podem utilizar recursos visuais, como quadros de
avisos e calendários para ajudar a melhorar a compreensão do aluno.
- Pratique a
empatia e a compreensão: É importante lembrar que os alunos
autistas muitas vezes enfrentam desafios sociais e emocionais. Os
educadores devem ser empáticos e compreensivos, e trabalhar com os
estudantes para desenvolver suas habilidades sociais e emocionais.
- Ofereça
suporte emocional: Os alunos autistas podem ter dificuldade
em regular suas emoções e podem precisar de apoio emocional adicional na
escola. Os educadores devem estar cientes de sinais de stress ou ansiedade
e fornecer suporte emocional quando necessário. Isso pode incluir permitir
que o aluno faça uma pausa levando-o para um espaço seguro para o
estudante se acalmar ou simplesmente ouvir e validar seus sentimentos.
- Trabalhe em
estreita colaboração com os pais: Os pais são geralmente os
maiores defensores do aluno autista e têm um conhecimento profundo das
necessidades de seus filhos. Trabalhar em estreita colaboração com os pais
pode ajudar a garantir que o estudante receba o suporte necessário e que
todos estejam trabalhando juntos em direção aos mesmos objetivos.
- Ofereça
oportunidades de interação social: Embora os alunos autistas
possam ter dificuldades com interações sociais, é importante fornecer
oportunidades para que eles desenvolvam habilidades sociais e façam
amizades. Isso pode incluir atividades estruturadas, como grupos de jogos
ou atividades de grupo, ou oportunidades para trabalhar em projetos em
equipe.
Em resumo, lidar
com alunos autistas pode ser um desafio, mas com as estratégias corretas, é
possível criar um ambiente de aprendizagem positivo e inclusivo para todos os alunos.
Os educadores devem trabalhar em estreita colaboração com os pais, conhecer as
necessidades individuais do estudante para criar um ambiente propicio para o
desenvolvimento intelectual, social e emocional do aluno autista.
Como acalmar uma criança com Autismo e
comportamentos de crise
Está à procura de
dicas e ferramentas para ajudar a acalmar uma criança com autismo em
casa, na escola ou na terapia?
Ao longo do artigo
vamos tentar indicar as melhores estratégias para evitar a ocorrência de
momentos de crise, gerir a sua duração e intensidade, bem como ferramentas e
atividades para trazer crianças (e adultos) de volta a um estado tranquilo quando
grandes emoções surgem.
Na sua maioria,
senão todos os pais de crianças com 2 anos ou mais já vivenciaram uma birra do
seu filho em algum momento, mas existem diferenças entre uma birra
e um colapso/crise no autismo. Superficialmente parecem muito semelhantes,
mas enquanto as birras costumam ser comportamentos direcionados a um objetivo,
alimentados pelo público, as crises geralmente ocorrem em resposta a
sentimentos de sobrecarga e acontecem com ou sem espetadores.
As birras costumam
ser uma estratégia de manipulação usado por crianças pequenas para tentar obter
o que desejam. As crises no autismo, por outro lado, podem acontecer em
qualquer idade, são mais intensas e emocionais e costumam durar muito mais
tempo.
Um colapso normalmente
começa com sinais de alerta que são caracterizados por um acumular de emoções
que causam gritos, instabilidade, movimentos corporais repetitivos, e outros
comportamentos que indicam que a pessoa está prestes a perder o controlo e, se
não for redirecionada atempadamente, pode levar momentos de fúria extrema.
Gerir colapsos no
autismo pode ser extremamente difícil. Ao contrário das birras, as crises
não podem ser atenuadas por meio de recompensas e subornos, pois o objetivo do
colapso não é obter algo. Não há objetivo final, a não ser ter controlo sobre
uma situação de sobrecarga, e é preciso tempo para que os pais e os
cuidadores descubram como acalmar uma criança com autismo e de como evitar que
tais comportamentos ocorram.
Estratégia 1
Embora as
alterações súbitas de humor possam aparentemente surgir do nada, as crises no
autismo normalmente seguem um fluxo previsível – gatilho (momento inicial),
fúria e recuperação – e há certas estratégias que os cuidadores podem aplicar
para evitar que eles ocorram e diminuir a intensidade dos colapsos quando eles
acontecem.
Use um quadro ABC.
Primeiro deve realizar uma análise do comportamento da criança ao longo de algum tempo através de um Antecedent-Behavior-Consequence Chart – (Quadro de – antecedente, comportamento, consequência). É simples de criar e usar e pode ser muito eficaz para determinar a causa de comportamentos desafiadores. Cada vez que a criança tem uma crise, reserve alguns minutos, quando for conveniente, para anotar o ABC desse evento específico e os comportamentos que ocorreram:
- Antecedente:
os eventos que ocorreram antes da crise acontecer;
- Comportamento:
a resposta da criança ao antecedente;
- Consequência:
o que aconteceu após o comportamento para encorajar/impedir a repetição da
situação;
A ideia é
sinalizar o comportamento – neste caso, a crise – várias vezes para determinar
se há alguma consistência (padrões semelhantes) e, de seguida, formular um
plano para alterar o antecedente e/ou consequência para garantir que as crises
diminuam.
Estratégia 2
Formular um plano
de ação.
Embora possa ser
tentador evitar todas as situações que desencadeiam uma crise no
autismo, o comportamento de evitamento é uma solução de curto prazo com
repercussões a longo prazo, portanto seja cauteloso na sua aplicação repetida.
O objetivo final
dos cuidadores é ajudar as crianças a tornarem-se independentes. Assim,
quando estiver definido o que desencadeia a crise na criança, é o momento de
fazer uma pausa, reunir a família/equipa terapêutica e educativa, escrever e
encontrar estratégias de coping
(alternativas para enfrentar a situação) que a criança pode usar quando se depara com momentos que considera de sobrecarga.
Estratégia 3
Reconhecer os
sinais de alerta. A fase de gatilho de uma crise no autismo, na maioria
das vezes é tão evidente que os pais e cuidadores conseguem detetar os sinais
de alerta com antecedência. A criança pode ficar tensa ou retrair-se, ou pode
apresentar sinais mais externos, como instabilidade, movimentos corporais ou
falar baixinho.
Seja qual for o
antecessor, a intervenção antecipada é a chave para gerir as crises, então
preste atenção e aja rapidamente!
Redirecione e
distraia. Assim que for capaz de reconhecer os sinais de alerta de uma
crise iminente, redirecione e distraia a criança da melhor maneira possível
para evitar que suas emoções aumentem.
Fique calmo. Sabemos que parece uma estratégia óbvia demais, mas quando se trata de descobrir como acalmar uma criança com autismo, nunca subestime o poder das suas próprias palavras, ações e pistas não-verbais. Dê o exemplo respirando fundo, evite movimentos repentinos e fale com voz baixa para ajudar a incutir uma sensação de calma em todos.
Estratégia 4
Mude o
ambiente. Sempre que possível, retire o indivíduo da situação e leve-o
para um local tranquilo para se acalmar. Considere criar uma sala sensorial ou
um canto em casa com ferramentas calmantes à mão e mantenha sempre alguns
desses objetos no carro ou na carteira para estar preparado e pronto para
intervir quando necessário (os objetos variam de criança para criança e podem
alternar entre um simples spinner ou um trampolim. É
importante avaliar o que resulta para cada um).
Permitir
comportamentos de autoestimulação (se seguros). Embora os cuidadores
frequentemente tentem desencorajar estes comportamentos em público (movimentos
ou sons repetitivos, diferentes de criança para criança), há que entender que,
por vezes, esses comportamentos ajudam a criança a autorregular-se e não devem
ser intercetados durante uma crise, a menos que a criança ou os outros corram
riscos físicos.
Estratégia 5
Seja consistente e
siga um cronograma: uma rotina regular com consistência em todos os
aspetos tende a melhorar significativamente o desenvolvimento de uma criança
com autismo. Embora manter esse padrão diariamente seja impossível, pois
fomentar a flexibilidade também é positivo, é importante manter uma programação
previsível do dia-a-dia da criança.
Recrute a
família/equipa terapêutica e educativa para garantir um trabalho conjunto,
quando ocorrerem eventos que atrapalhem a rotina (ou seja, pandemia, viagens,
férias escolares, etc.), avise a criança com a maior antecedência possível.
Estratégia 6
Use recursos
visuais.
Criados com
imagens, ícones, palavras, etc., as programações visuais são uma representação
visual de uma sequência de eventos. A maioria das salas de aula usa um
cronograma básico que descreve as diferentes atividades das quais os alunos
irão participar ao longo do dia, mas algumas crianças beneficiam de um painel
mais detalhado do que vai acontecer exatamente num determinado momento do dia a
seguir a determinada ação.
Isso irá ajudar a
que a criança saiba o que se espera dela e capacita-a para que se possa
organizar com antecedência, permitindo-lhe manter maior controlo sobre suas
emoções.
Estratégia 7
Avise antes das
transições.
Dar avisos antes
das transições é outra ótima estratégia para prevenir as crises. E é
especialmente importante quando a criança terá de transitar de uma atividade
preferida para algo que considera menos interessante. Quando possível, o
trabalho para a aquisição de competências temporais – conhecimento do relógio,
cronómetro, dias da semana, etc. são ótimas ferramentas para usar, pois mostra
visualmente à criança a passagem do tempo. Fornecer um aviso de 10, 5 e 3
minutos também pode ajudar a tornar as transições mais fáceis.
Estratégia 8
Controlar as
sensibilidades sensoriais.
Enquanto algumas
crianças com autismo possuem características de falta de sensibilidade aos
estímulos ambientais, outras podem ser extremamente sensíveis estímulos como
ruídos, luzes fortes, temperatura, sabores e texturas, o que pode sobrecarregar
a vida quotidiana e resultar em mais crises.
No dia-a-dia da
nossa prática clínica trabalhamos lado a lado com cuidadores e educadores
criando estratégias especificas para a cada criança, incluindo dicas práticas
para ajudá-los nos desafios diários, como escovar os dentes, tomar banho e usar
a sanita. Também criamos atividades sensoriais reguladoras que podem ser
implementadas em casa para ajudar a trabalhar e diminuir a ansiedade em torno
das necessidades sensoriais individuais de cada criança.
Estratégia 9
Criar um ritual
calmante.
Quando as crianças
com autismo se sentem sobrecarregadas, pode ser difícil encontrar estratégias
para se autorregularem. E as reações emocionais que exibem nada mais são do que
uma tentativa de controlo. Quando possível, o trabalho para a aquisição de técnicas
calmantes pode ajudá-los a sentirem-se menos desamparados quando suas emoções
saem do seu controlo. Seguem-se alguns exemplos:
- Soprar
bolhas (respiração consciente): A respiração consciente é uma
estratégia calmante muito eficaz, mas pode ser difícil de ensinar a
crianças pequenas, e mesmo aqueles que têm experiência com a técnica podem
ter dificuldades em momentos de crise. Uma maneira simples de incentivar a
respiração profunda para ajudar a criança a voltar a um estado tranquilo é
soprar bolhas juntos. Isto irá forçar a criança a respirar profundamente e
naturalmente para se acalmar, e as bolhas servirão como uma fabulosa
distração secundária;
- Usar um
baloiço: Os baloiços são uma ótima maneira de incutir uma sensação de
calma em crianças que têm dificuldade em ficar sentadas quietas, ao mesmo
tempo que ajudam a melhorar a sua consciência corporal e trazê-los de
volta à tranquilidade. Muitas crianças referem-se a essas oscilações como
‘ninhos’ ou ‘casulos’, existindo geralmente um bom feedback na capacidade
de acalmar as crises. Na falta de condições para usar um baloiço bastam
duas pessoas e um lençol resistente para criar o movimento de baloiçar;
- Plasticina e massas de moldar: usadas como uma ferramenta sensorial, são algo prático para incluir no kit de calma da criança, criando uma distração rápida e calmante quando as emoções estão em sobrecarga. Amassar, moldar, alongar e criar com plasticina pode ser extremamente relaxante e calmante, e é uma opção simples e portátil.
Autismo: 14 dicas para professores adaptarem suas
aulas
https://www.autismoemdia.com.br/blog/autista-na-escola/
1. Muitos autistas pensam visualmente;
2. Evite instruções verbais muito longas;
3. Trabalhe as habilidades da criança como uma forma
de prepará-la para o futuro;
4. As mesmas habilidades podem servir para as outras
disciplinas;
5. Escrever pode ser o terror do autista na escola;
6. Alguns autistas têm ecolalia;
7. Preste atenção em como o aluno autista reage aos
sons;
8. O mesmo vale para as luzes;
9. Como ajustar a hiperatividade;
10. A recepção mono-canal;
11. Alguns autistas não são verbais;
12. Quando o ensino envolver o computador, a tela pode
fazer a diferença;
13. Até o papel pode fazer diferença para o autista na
escola;
14. Cuidado com a generalização;
Não
sabe por onde começar ou o que irá funcionar? É norma… empatia, conhecimento,
vai ajudar!
Adaptado de:
https://cermudanca.com/como-acalmar-crianca-com-autismo-e-comportamentos-de-crise/
https://colegioflamboyants.com.br/dicas-sobre-como-lidar-com-estudantes-autistas-na-escola/
https://www.autismoemdia.com.br/blog/autista-na-escola/
-
História adaptada por mim, em colaboração com os alunos que acompanho na EB1/JI Porto Pinheiro, no âmbito do projeto que me encontro a desen...



